sexta-feira, abril 06, 2012

O futuro da energia solar fotovoltaica

A cerca de cinco anos o Decreto-Lei n.º 363/2007 veio estabelecer em Portugal a possibilidade dos pequenos consumidores de energia elétrica (domésticos e não só) poderem produzir energia elétrica renovável e vende-la à rede. Com este DL, o governo da altura implementou uma das formas de incentivos mais comuns para encorajar a adoção de fontes de energia renovável: o “Feed-in Tariff”. O programa de feed-in consiste no estabelecimento de uma tarifa de venda da energia produzida por fontes renováveis acima da tarifa de mercado, obrigando o comercializador a comprar esta energia ao produtor, durante um certo período de tempo. O comercializador é autorizado a passar o sobrecusto originado, dividido de forma equitativa, a todos os consumidores de energia elétrica. Assim, o custo que os consumidores de energia elétrica tem de pagar para aumentar a taxa de energia renovável é bastante baixo

No entanto, no último ano, este tipo de incentivo começou a ser “mal-entendido” pelo público em geral é visto como parte das “rendas” das utilities.

Felizmente para o sector emergente da energia solar fotovoltaica, o que parecia pouco provável a cerca de 10 anos, está prestes a acontecer: a paridade da rede poderá chegar brevemente, mesmo que de forma faseada.

O conceito de paridade de rede é aparentemente simples: existe paridade com a rede quando o custo da produção de energia renovável é inferior ao custo da energia consumida. No entanto este conceito pode incorporar uma série de variáveis mais ou menos complexas (taxas de inflação, taxas de juro, etc.), assim como deve ser adaptado aos diferentes níveis de consumo/produção: doméstico, comercial, industrial, utility scale.

Seja devido aos incentivos dos últimos anos, de promoção à energia fotovoltaica, que levaram ao desenvolvimento e a económicas de escala neste sector nunca antes vistas, seja pela competição feroz dos fabricantes asiáticos, vulgo chineses, houve uma redução significativa no preço das instalações PV, o que permitirá que nesta década se possa atingir em grande parte dos países desenvolvidos a paridade com a rede.

Os modelos de negócio neste sector irão mudar brevemente: do Feed-in para o net-metering, auto-consumo e outros semelhantes, onde não serão necessárias as “ajudas do estado” nem ficar a “dever” a ninguém para poder beneficiar de energia renovável, limpa e ainda por cima barata!

9 comentários:

fauna em portugal disse...

Muito bom post... gostaria de sugerir o Seminário: Biocombustíveis uma fonte de energia renovável

Scientia vinces disse...

bom dia,
li com bastante interesse o seu artigo acerca das tarifas feed in.
Gostava de lhe pedir uma opiniao acerca da eficacia desse tipo de remuneração, assim como uma sugestao para um estudo mais aprofudado nessa materia, pois estou a tirar uma pos graduação nesta area e gostaria de ter a sua opiniao/sugestão pois apercebo-me,pelo seu trabalho, que possui uma vasta experiencia neste dominio

Anónimo disse...

Classificação Fiscal

Jarbas Freitas disse...

vamos tomar cuidado não é tão fácil encontrar silicio na natureza.

http://energiamaiseficiente.blogspot.com.br/

Anónimo disse...

faso egenaria eletica e acho que o brasil tem muito acreser na enegia renovavel por que ela nao causa dano ao meio ambiente e digo e repito ela e limpa assista ao progeto gota dagua dos atores da globo eles esplica direito muito legal diga nao a belo monte xooo

Anónimo disse...

Acho muito interessante a possibilidade de gerar a minha própria energia. Sei que ainda é um pouco caro. Mas acho que vale fazer a instalação. O Meu amigo fez a instalação na casa dele e esta muito feliz com o resultado, fora que valorizou a propriedade dele!

Achei um site que tirou todas as minhas dúvidas sobre energia fotovoltaica. Inclusive ele lista todas as empresas de energia solar que fazem este tipo de instalação. Vale a pena dar uma olhada: http://www.portalsolar.com.br/

Anónimo disse...

como assim provar que eu não sou um robô? :o

wdmtest disse...

Android Tutorial
Introducing Android
A Brief History of Mobile Software Development
The Open Handset Alliance
Android Platform Differences
The Android Platform
Setting Up Your Android Development Environment
Configuring Your Development Environment
Exploring the Android SDK
Writing Your First Android Application

kingrani disse...

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